Cerca de 300 pessoas com deficiência estão matriculadas nas atividades esportivas gratuitas da Vila Olímpica de Nova Iguaçu. As modalidades são oferecidas pela Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, e as inscrições abrem na primeira semana de cada mês, na própria unidade, na Rua Luís de Lima, nº 288, no Centro.
Entre os participantes está o biólogo Bruno Ferreira dos Prazeres, de 28 anos, que pratica atletismo, hóquei e tênis adaptado. Diagnosticado com esquizofrenia paranoide em 2017, ele interrompeu os estudos e encontrou no esporte motivação para retomá-los e concluir a faculdade de Biologia.
Bruno relata que as aulas também trouxeram mudanças para o sono, a disposição e a convivência com outras pessoas. “Com as aulas consigo dormir melhor, gasto mais energia e tenho menos quadros da doença. Só me fez bem. Já quero migrar para outras aulas, como a de boxe aqui na Vila Olímpica”, diz.
Outro aluno é Diogo Alves de Castro, de 27 anos, morador de Austin, onde vive com o pai e a avó. Ele participa de diferentes modalidades e, no atletismo, disputa provas de corrida e salto em distância. Sua coleção reúne cerca de 250 medalhas em corridas, seis na natação e uma no vôlei, todas em modalidades adaptadas.
A avó de Diogo, Deusdemona Borges Coelho, de 79 anos, conta que a família percebeu avanços na comunicação, na coordenação motora e na locomoção com a prática esportiva.
O professor de Educação Física Cleir José dos Santos acompanha as turmas de tênis adaptado e hóquei no ginásio e no campo de grama. “Trabalhamos com a inclusão, independentemente da deficiência do atleta. Quando os alunos chegam aqui, esquecem o problema de saúde e a deficiência, porque se sentem abraçados”, explica.



