Sábado, 3 de outubro de 2026  ·  Notícias das 92 cidades do Rio de Janeiro

Rio abre consulta pública sobre concessão da Praça Marechal Âncora com acesso gratuito

Rio abre consulta pública sobre concessão da Praça Marechal Âncora com acesso gratuito

A Prefeitura do Rio abriu consulta pública, com duração de 45 dias, sobre o projeto de concessão de uso da Praça Marechal Âncora, na região central da cidade. A proposta prevê atividades de gastronomia, lazer e cultura em uma área total de até 12,2 mil metros quadrados, com acesso público e gratuito.

Conduzida pela Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPar), a consulta antecede a licitação. A futura concessionária poderá construir uma estrutura de até 4 mil metros quadrados. O projeto deverá manter a integração com o espaço público, a Baía de Guanabara e os elementos arquitetônicos, históricos e culturais do entorno.

A chamada Área de Influência Ampliada continuará aberta ao uso irrestrito da população. Nesse espaço, também não poderá haver cobrança de ingresso para eventos.

A licitação adotará a modalidade técnica e preço, considerando os aspectos econômicos e as soluções arquitetônicas, urbanísticas e operacionais. A empresa vencedora ficará responsável pela operação, conservação e manutenção do espaço.

As diretrizes incluem eficiência energética, aproveitamento da iluminação e ventilação naturais, uso racional e reaproveitamento de água, fontes renováveis de energia e soluções como jardins e coberturas verdes. As atividades deverão considerar as manifestações culturais da região e atender ao público dos dias úteis e dos finais de semana.

A população, especialistas, instituições, empreendedores e demais interessados poderão enviar sugestões pelo formulário da página do projeto. O edital e os anexos estão disponíveis em ccpar.rio/marechalancora.

O modelo foi desenvolvido a partir de estudos apresentados por investidores privados em uma Manifestação de Interesse Privado. Se a concessão avançar, o vencedor deverá ressarcir esses custos. A proposta econômica estabelece pagamento mínimo de R$ 2,2 milhões à prefeitura, com entrada de 20% e o restante em 36 parcelas mensais.


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