A Prefeitura de Araruama reforçou nesta quinta-feira (10) a orientação para que os pais participem dos cuidados de prevenção à sífilis congênita. O alerta destaca o tratamento durante a gestação, a participação do companheiro e a continuidade do acompanhamento da criança após o nascimento.
A doença pode provocar alterações neurológicas, perda de visão e audição, alterações ósseas e até levar à morte. Segundo a coordenadora do Centro Integrado Materno Infantil (CIMI), Luciana Natália, o tratamento correto dos pais e o acompanhamento da criança são fundamentais para reduzir os riscos desde os primeiros dias de vida.
“É muito importante que o companheiro também faça o tratamento corretamente quando houver o diagnóstico da doença e siga as orientações. Quando ele não se trata, pode haver uma nova infecção da gestante. Esse cuidado é uma responsabilidade do casal e uma forma de proteger o bebê”, explica a coordenadora do CIMI.
Depois do nascimento, a orientação é manter os retornos e os exames indicados, mesmo quando o primeiro resultado do bebê estiver normal. As datas e as recomendações ficam registradas na Caderneta da Criança e devem continuar sendo acompanhadas pelos pais.
Esse acompanhamento permite identificar alterações no tempo adequado e iniciar o tratamento quando necessário. Nos casos de sífilis congênita, o bebê pode precisar ficar internado por até dez dias para completar o tratamento.
O CIMI conta com profissionais de pediatria, neurologia, fisioterapia e psicomotricidade, que podem trabalhar de forma integrada no acompanhamento das crianças. Para a subsecretária municipal de Saúde, Selma Bragança, a orientação às famílias e o acompanhamento dessas crianças integram o cuidado oferecido pela rede municipal.



