A Secretaria Municipal de Educação de Volta Redonda realizou, na terça-feira (25), o Seminário da Semana Nacional da Educação Infantil. O encontro teve como tema “A vez e a voz das crianças: escutas, linguagens e infâncias” e aconteceu no auditório do Centro Universitário Geraldo Di Biase, no bairro Aterrado.
A programação marcou o Dia Nacional da Educação Infantil e reuniu profissionais da rede municipal para compartilhar experiências desenvolvidas nas unidades de ensino. Participaram representantes das equipes pedagógicas e de liderança das escolas, integrantes dos conselhos comunitários escolares, professores e profissionais que atuam diretamente com as crianças.
O seminário teve relatos de experiências, homenagens e apresentações de estudantes da rede. A subsecretária municipal de Educação, Mônica Seraphim, afirmou que o encontro valoriza o trabalho diário dos profissionais e reconhece as crianças como protagonistas do processo educativo.
“A Educação Infantil é uma etapa fundamental para o desenvolvimento das nossas crianças e precisa ser construída com escuta, acolhimento e respeito às diferentes formas de expressão. Este seminário é uma oportunidade de valorizar os profissionais que fazem esse trabalho acontecer todos os dias e, principalmente, de reafirmar que as crianças precisam ter espaço para se expressar, participar e ser ouvidas. Dar lugar, vez e voz às crianças é também fortalecer uma educação pública de qualidade”, afirmou.
Durante o evento, foram abordados temas como múltiplas linguagens das crianças, registros pedagógicos, narrativas, ilhas de experiências e participação das famílias e da comunidade no cotidiano escolar. Três unidades também fizeram apresentações: a Creche Municipal Ayrton Senna, o Centro Municipal de Educação Infantil Vera Lúcia Silveira Braga e a Escola Municipal Professora Juracy Varanda de Almeida Gama.
Para a chefe da Seção de Educação Infantil da SME, Isis Carvalho Alves, garantir a voz das crianças exige escuta atenta. “Não é só deixar a criança falar. É a gente ouvir de verdade o que a criança está dizendo. Um bebê, por exemplo, não vai necessariamente usar a palavra para se expressar, mas vai usar o corpo, as expressões, o olhar. A criança fala de variadas formas, e nosso compromisso é estar disponível para escutar essas diferentes linguagens”, destacou.
Segundo Isis, a iniciativa integra uma mobilização feita todos os anos em agosto nas unidades escolares. “Todo o trabalho é realizado no decorrer do ano, mas, em agosto, sempre fazemos algo para dar visibilidade a essa data. Nos últimos três anos, realizamos webinários e, neste ano, quisemos estar juntos, presencialmente, trazendo representatividades das escolas e dando espaço para que elas compartilhassem suas experiências”, explicou.