Rio das Ostras realiza ao longo deste ano seu primeiro Censo Animal, com visitas domiciliares de Agentes de Combate às Endemias e registro das informações em tablets. O levantamento poderá se estender até o início de 2027 para alcançar toda a cidade.
O aplicativo utilizado foi desenvolvido pela equipe do Sistema de Informação do departamento de Vigilância Ambiental, da Vigilância em Saúde. A ferramenta funciona sem chip e sem conexão à internet, permitindo que os agentes registrem os animais presentes nos imóveis mesmo em localidades sem sinal de celular.
Ao término de cada dia, as informações são transferidas por bluetooth para o tablet do supervisor responsável. Ele organiza os registros e os encaminha ao Setor de Informação. Na base da Vigilância Ambiental, uma automação processa o material e gera uma planilha para análise.
O sistema permite consultar a quantidade de animais por localidade, as espécies existentes, os animais passíveis de transmitir doenças e os cães e gatos vacinados contra a raiva ou castrados. Os dados devem orientar campanhas de vacinação, programas de castração, atividades educativas, controle de zoonoses e distribuição das equipes.
Além de cães e gatos, o censo inclui galinhas, cavalos e aves, como faisão, pavão, avestruz, ema, pato, marreco, ganso, papagaio, arara, periquito e calopsita. O levantamento também registra canário, trinca-ferro, curió e coleiro.
A Secretaria de Saúde pede que os moradores recebam os agentes e forneçam informações precisas sobre os animais de cada imóvel. Antes da implantação, o aplicativo passou por testes em campo com um grupo controle.
Embora o censo ainda não tenha terminado, o levantamento parcial já foi usado no planejamento da Campanha de Vacinação Antirrábica Animal de 2026. Os dados devem ser consolidados em dezembro deste ano.



