Literatura, histórias do Brasil e carnaval estiveram nos encontros de sábado (31/10) da 11ª Festa Literária Internacional de Maricá (FLIM), na Orla do Parque Nanci. O evento segue até 8 de novembro, com entrada gratuita, Feira do Livro, espaço para escritores locais e atividades infantis.
No espaço Papo FLIM/Língua ao Mar, Aydano André Motta e Eliseu Banori participaram da conversa “Heróis e histórias improváveis no Brasil e além-mar”, mediada por Marcus Vinicius. O encontro fez parte da programação do “Língua ao Mar — A arte que fala português”, que reúne experiências culturais em torno da língua portuguesa.
Ao abordar a presença dos países africanos nas grandes mídias, o jornalista Aydano afirmou: “A gente ignora como funcionam os povos da África. Isso cria uma ideia totalmente equivocada de que é tudo a mesma coisa”.
Em seguida, o carnavalesco Edson Pereira e o enredista Mauro Cordeiro discutiram a presença de Darcy Ribeiro na narrativa carnavalesca da União de Maricá. Emerson Pereira mediou a mesa, inserida no eixo “Samba, carnaval e literatura”.
“O carnaval tem uma responsabilidade muito grande com o conhecimento. A pesquisa fundamenta e baliza para que possamos entender melhor e nos aprofundar mais sobre Darcy”, explicou Edson.
Na Arena do Estudante, Fábio Brazza, Adonis, do RUASIA, e André Rangel, da Casa da Juventude, participaram da roda “Da rima à revolução: o rap como literatura e voz da juventude”. Vitor Nunes, da União Maricaense dos Estudantes (UMES), conduziu a conversa. No mesmo horário, o Papo FLIM/Língua ao Mar recebeu um espetáculo poético da Secretaria de Cultura.
A programação incluiu debates sobre esportes eletrônicos, bate-papo com influenciadores e participações de Procrastinando TV e do dublador Raphael Rossato. Para as crianças, a FLIMzinha teve teatro infantil, pintura facial e apresentação de Guerreiras do K-pop.
Iniciada em 30 de outubro, a FLIM é realizada pela Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Educação e da Companhia de Cultura e Turismo Maricá (MARÉ).



