Sexta-feira, 2 de outubro de 2026  ·  Notícias das 92 cidades do Rio de Janeiro

Rio Bonito inicia formação de conselho de segurança alimentar com oito vagas para sociedade civil

Rio Bonito inicia formação de conselho de segurança alimentar com oito vagas para sociedade civil

Rio Bonito iniciou nesta quinta-feira (1º) a formação do Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (COMSEA). Realizada no auditório da Prefeitura, a primeira reunião aberta reuniu integrantes da sociedade civil e representantes de conselhos e de diferentes áreas do município para discutir alimentação, produção local e políticas públicas.

O chamamento público para compor o conselho prevê oito vagas destinadas à sociedade civil. Podem participar organizações, movimentos, entidades e instituições vinculadas à segurança alimentar e nutricional. Movimentos e coletivos sem CNPJ também podem concorrer, desde que comprovem sua existência, atuação e representatividade.

O conselho será um espaço de diálogo entre a população e o poder público para propor, discutir e acompanhar ações de segurança alimentar. A proposta em Rio Bonito vai além do combate à fome e inclui o acesso a uma alimentação adequada, saudável e consciente, considerando o caminho percorrido pelos alimentos até chegar aos moradores.

A estruturação envolve Educação, Saúde, Assistência Social, Agricultura, Meio Ambiente, SISAN, Estado e sociedade civil. Na área educacional, a discussão abrange a merenda e a formação de hábitos alimentares das crianças. Agricultura e Meio Ambiente participam com foco nos agricultores familiares e nos fornecedores, inclusive aqueles que abastecem as escolas.

À Assistência Social cabe identificar situações de vulnerabilidade por meio dos CRAS e das instituições que acompanham as famílias. Essas informações devem contribuir para o planejamento integrado das políticas públicas. Representantes do Estado e ligados ao SISAN também orientam a organização das ações e a elaboração de projetos de longo prazo.

A proposta considera que a entrega de cestas básicas atende necessidades imediatas, mas não resolve, isoladamente, as causas da insegurança alimentar. Por isso, o trabalho pretende relacionar condições das famílias, produção local, abastecimento, educação nutricional e serviços públicos, conectando os alimentos produzidos no município às necessidades da população e à alimentação escolar.


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