A rede municipal de ensino de Volta Redonda vem ampliando o uso da inteligência artificial no planejamento pedagógico, nas atividades com estudantes e na organização administrativa das escolas. Na Escola Municipal Walmir de Freitas Monteiro, as experiências incluem um álbum virtual de figurinhas nas aulas de Geografia e um projeto de robótica sobre biodiversidade, cuja equipe se prepara para um campeonato em 20 de outubro, no Rio de Janeiro.
O álbum foi desenvolvido pelo professor de Geografia Daniel Lacerda a partir da expectativa em torno da Copa do Mundo. O material reuniu referências geográficas e culturais dos países participantes da competição. Para pesquisar locais e auxiliar na criação das imagens, o professor utilizou o Gemini, ferramenta do Google.
Os estudantes também participaram da elaboração dos modelos e aprenderam a formular comandos para produzir os materiais. A atividade abriu espaço para discutir as limitações da inteligência artificial e a necessidade de conferir as informações geradas.
“Eu acho importante utilizar a IA, mas ter a noção de que ela não resolve todos os problemas. Como professor, a gente tem que ter o cuidado de mostrar para eles que a IA comete falhas e que é preciso ter conhecimento para utilizá-la”, destacou Daniel.
Na robótica, a equipe Tecnobots desenvolveu um kit para aplicar a ciência cidadã nas escolas de Volta Redonda. A proposta é coletar e apresentar informações sobre condições ambientais. A inteligência artificial foi usada como apoio para transformar os dados captados pelos dispositivos em informações mais acessíveis.
A equipe de Tecnologia e Inovação da Secretaria Municipal de Educação estuda documentos normativos sobre inteligência artificial, em alinhamento com a Base Nacional Comum Curricular da Computação. Também estão previstas ações formativas para professores, com atenção aos aspectos éticos e ao uso das ferramentas como apoio ao ensino.
Para dezembro, a Escola Municipal Walmir de Freitas prevê apresentar projetos desenvolvidos pelos alunos com auxílio da tecnologia. Na rede, o uso das ferramentas deve manter o acompanhamento e a validação dos conteúdos pelos profissionais da educação.