Rio das Ostras encerrou nesta quarta-feira, dia 16, a primeira fase da elaboração do Plano Municipal de Coleta Seletiva. A reunião, realizada na sede da prefeitura, apresentou os aspectos legais, o diagnóstico do município e uma proposta operacional para implantar o sistema de maneira gradual.
O projeto é desenvolvido em parceria com o Sebrae, por meio do Programa Pró-Catadores, e completou um ano de trabalho. O encontro buscou estabelecer uma base legal para o gerenciamento de resíduos e a logística reversa, além de discutir os resultados obtidos e os próximos passos do plano.
Entre as medidas apresentadas estão a separação dos resíduos por fluxos, a instalação de ecopontos por setores da cidade e a formação de cooperativas ou associações de catadores. O levantamento identificou dois grupos de catadores que já trabalham em Rio das Ostras.
A metodologia foi apresentada pelo consultor do Sebrae e responsável pelo Programa Pró-Catadores, Alexandre do Amaral Ferreira. A proposta contempla as diferentes etapas da gestão dos resíduos e o fechamento do ciclo.
O diagnóstico utilizou dados de 2022, quando o município tinha aproximadamente 156 mil habitantes em uma área de 229 quilômetros quadrados. A geração de resíduos estimada para aquele período era de 123,37 toneladas por dia, equivalente a cerca de 0,788 quilo por habitante/dia.
Durante a discussão dos ajustes, foi sugerido o uso do Colab, dentro do Rio das Ostras Digital, para alertas e comunicações sobre resíduos. Também foi proposta a participação da Associação de Pescadores nas discussões e nas ações do projeto.
A secretária de Gestão Pública, Marcia Almeida, relatou a busca por recursos para viabilizar as medidas, incluindo articulações em Brasília, emendas e outras fontes de financiamento. O plano pretende ampliar a reciclagem, fortalecer os catadores e melhorar a gestão dos resíduos.



