Sábado, 3 de outubro de 2026  ·  Notícias das 92 cidades do Rio de Janeiro

Rio das Ostras adota tablets nas visitas de agentes de combate às endemias

Rio das Ostras adota tablets nas visitas de agentes de combate às endemias

Os Agentes de Combate às Endemias de Rio das Ostras passam a usar tablets nas visitas aos imóveis, substituindo as planilhas de papel. A mudança faz parte da implantação de ferramentas desenvolvidas pelo Setor de Informação da Vigilância Ambiental, ligada à Secretaria de Saúde, para o trabalho de prevenção à dengue e a outras zoonoses.

Uma das ferramentas é o Boletim de Campo Eletrônico (e-FAD), que permite registrar detalhadamente as informações coletadas pelos agentes. O sistema funciona mesmo em locais sem acesso à internet ou sinal de celular, mantendo o levantamento durante as visitas.

Ao fim de cada jornada, os dados dos tablets são enviados por Bluetooth aos supervisores. Em seguida, o Setor de Informação faz o processamento automático e gera uma planilha para análise. É possível filtrar os registros por localidade, ciclo, data, servidor e área de atuação, entre outros critérios.

As informações também abastecem automaticamente o Painel da Vigilância em Saúde, desenvolvido pela equipe. A ferramenta permite aos gestores acompanhar o trabalho praticamente em tempo real e direcionar ações contra focos de mosquitos para as áreas de maior risco.

A implantação do boletim eletrônico reduz o uso de aproximadamente 500 folhas de papel por semana. A mudança também diminui a necessidade de impressão, armazenamento e organização de documentos físicos.

Outra ferramenta implantada é o Censo Animal. Durante as visitas domiciliares, os agentes registram no aplicativo informações sobre os animais existentes em cada residência, também sem depender de conexão à internet.

Os registros permitem consultar a quantidade de animais por localidade, as espécies presentes e os animais passíveis de transmitir doenças. No caso de cães e gatos, incluem informações sobre vacinação contra a raiva e castração.

Esses dados servem ao planejamento de campanhas de vacinação antirrábica, programas de castração, ações educativas, controle de zoonoses e distribuição das equipes. Antes da implantação definitiva, as ferramentas passaram por meses de testes em campo, com grupos de controle. Sugestões dos agentes foram incorporadas para ajustar os sistemas às demandas do trabalho.


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