Sexta-feira, 25 de setembro de 2026  ·  Notícias das 92 cidades do Rio de Janeiro

Repúblicas no Rio de Janeiro oferecem moradia e apoio à autonomia de jovens

Repúblicas no Rio de Janeiro oferecem moradia e apoio à autonomia de jovens

As repúblicas para jovens da Secretaria Municipal de Assistência Social do Rio de Janeiro (SMAS) acolhem pessoas de 18 a 21 anos em unidades em Botafogo e no Rio Comprido. O funcionamento do serviço e trajetórias de moradores foram apresentados pela coordenadora Alinne Mozeika em entrevista à Rádio Catedral na quarta-feira (23/9).

A unidade masculina fica em Botafogo. A feminina, chamada Elza Soares, está no Rio Comprido e foi inaugurada em março de 2026. A maioria dos moradores vem do acolhimento institucional para crianças e adolescentes ou do programa Família Acolhedora, que oferece lares provisórios.

São jovens que foram afastados da família de origem por determinação judicial após situações de abandono, violência ou negligência e chegaram à maioridade sem ser adotados. As equipes encaminham às repúblicas aqueles que apresentam maior capacidade de administrar a própria vida.

Quem não retorna à família e ainda não tem o perfil ou as condições de autonomia necessários segue para albergues e Unidades de Reinserção Social (URS) para adultos. Posteriormente, pode ser encaminhado à república, desde que esteja na faixa etária e tenha o perfil exigido.

Nas casas, os moradores recebem a chave e compartilham responsabilidades: cozinhar, organizar os ambientes, administrar os alimentos, tomar decisões e lidar com conflitos. Eles trabalham, estudam e aprendem sobre planejamento financeiro. A SMAS fornece moradia, alimentação, roupa de cama e materiais de limpeza e higiene. Ter renda não é uma exigência.

Uma psicóloga e uma assistente social acompanham a rotina, inclusive por grupo de WhatsApp, preservando a autonomia dos jovens. Cada morador administra seu dinheiro e suas contas.

Durante a entrevista, Alinne relatou o caso de um jovem acolhido desde a infância que ingressou na república aos 18 anos. Hoje, ele é militar da Aeronáutica e mora em uma casa comprada com o dinheiro que economizou.


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