Cerca de 500 alunos de uma escola municipal no bairro Valverde, em Nova Iguaçu, aprendem a Língua Brasileira de Sinais por meio do projeto Escola Bilíngue Português e Libras. Implantada em 2025, a iniciativa mantém atividades durante todo o ano e amplia as formas de comunicação dos estudantes na escola e com suas famílias.
As aulas para turmas do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental utilizam música, jogos e atividades práticas. O professor Thiago Silva trabalha com dinâmicas interativas para aproximar as crianças da língua de sinais e estimular a participação nas atividades.
Segundo o diretor-geral Thiago Jorge Oliveira Dias, a unidade ainda não tem alunos surdos, mas dois estudantes são filhos de uma mãe surda. Eles relatam que as aulas facilitaram a comunicação em casa e os ajudaram a apoiar a mãe no contato com pessoas ouvintes, inclusive nas visitas à escola.
A Secretaria Municipal de Educação avalia ampliar a iniciativa. “Nós iniciamos o projeto pedagógico na E. M. Professora Eliana Martins Maia, mas nossa meta é levá-lo para todas as outras escolas e, assim, avançar cada vez mais na educação inclusiva com ampliação da Libras em nosso município”, afirma a secretária Virgínia Rocha.
A língua de sinais também é utilizada como possibilidade de expressão para estudantes que não se comunicam verbalmente. A coordenadora da Educação Especial Inclusiva de Nova Iguaçu, Nathália Araujo de Sá, explica que a estratégia tem ajudado alunos com autismo a se expressarem.
Entre os estudantes está Théo Jardim Bueno, de 5 anos, matriculado no Infantil 4 desde o início deste ano. O pai, o técnico em enfermagem Leonardo Jardim, relata que o contato com Libras melhorou a comunicação em casa e permitiu que o menino expressasse carinho pela família por meio dos sinais.



