A Prefeitura de Maricá determinou a suspensão da abertura de novas frentes de obras até que os trechos atualmente em intervenção sejam concluídos e reorganizados. A medida foi definida em reunião com as empreiteiras e acompanha o reforço das ações em Itaipuaçu, onde as chuvas das últimas semanas provocaram transtornos.
Em 14 dias, o distrito registrou mais de 112 milímetros de chuva. Segundo os dados apresentados pelo município, o volume equivale ao esperado para um mês inteiro e ficou 27% acima da média histórica para o período.
Equipes da autarquia Serviços de Obras de Maricá (SOMAR) foram mobilizadas para os pontos mais críticos. O trabalho inclui o bombeamento contínuo da água acumulada, a desobstrução de vias e o atendimento às famílias afetadas. As atividades serão mantidas de forma ininterrupta até a normalização da situação.
Além da restrição a novas frentes de trabalho, as empresas responsáveis pelas intervenções deverão apresentar planos emergenciais. O objetivo é reduzir os transtornos aos moradores, especialmente nos dias de chuva, enquanto os trechos em obras são concluídos e reorganizados.
O secretário de Governo e Grandes Obras, Honorato Fernandes, afirmou que grande parte dos pontos de alagamento está relacionada a problemas antigos de drenagem, inclusive em áreas onde os serviços ainda não começaram.
As intervenções integram um pacote de mais de R$ 1,6 bilhão em investimentos. Estão previstas obras subterrâneas de saneamento básico, instalação de emissário submarino, implantação de Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), drenagem e urbanização.
A cobertura de tratamento de esgoto era de 9% no início de 2025. A meta informada pelo município é chegar a 15% até o fim deste ano e ampliar o atendimento para cerca de 60% de Maricá até 2028.



