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FeLiEJA premia textos de estudantes no Palácio de Cristal em Petrópolis

FeLiEJA premia textos de estudantes no Palácio de Cristal em Petrópolis

A 3ª edição do Festival Literário da EJA (FeLiEJA) premiou, nesta terça-feira (1/9), produções de estudantes da Educação de Jovens e Adultos no Palácio de Cristal, em Petrópolis. O festival reuniu textos nas categorias cordel, poema e prosa e homenageou a professora doutora Rosane Karl.

As produções foram escritas a partir de lembranças, experiências, lugares e situações da vida dos estudantes. O processo incluiu leitura, escolha do gênero, escrita e revisão, com orientação dos professores nas unidades de ensino.

Na categoria cordel das fases iniciais, do 1º ao 5º período, o primeiro lugar foi para “Cordel do amor iluminado”, de Luciana Gonzaga da Silva, aluna da Escola Municipal Professora Maria Campos da Silva. A orientação foi do professor André Luis Costa Caboclo.

Entre as fases finais, do 6º ao 9º período, Lucas de Almeida Teixeira, da Escola Municipal Bataillard, venceu na categoria cordel com “Cordel dos nossos sonhos”, sob orientação da professora Raquel Paixão de Sá. Em poema, a primeira colocação ficou com “Minha vida, meu lugar”, de Marleite dos Santos, da Escola Municipal Professora Maria Campos da Silva, orientada pelo professor Jhone Carlos Santos da Cruz.

A Escola Municipal Professora Maria Campos da Silva também ficou em primeiro lugar na categoria prosa. Maria Aparecida Vieira venceu com “Sou o fruto amadurecido pelo tempo”, trabalho acompanhado pelo professor Jhone Carlos Santos da Cruz.

A homenageada do ano, Rosane Karl, integrou a rede municipal e esteve à frente da EJA. Ela se aposentou em 2025, depois de uma trajetória ligada ao ensino, à formação de profissionais e à construção de projetos para a modalidade.

“Receber essa homenagem em um festival construído a partir das palavras dos estudantes tem um significado especial para mim. A EJA me ensinou que nenhuma trajetória escolar pode ser vista de forma isolada. Cada pessoa chega à sala de aula com saberes, interrupções, recomeços e projetos. Ver esses alunos assumirem a autoria de seus textos e ocuparem o Palácio de Cristal é também reconhecer tudo o que eles carregam e ainda desejam construir”, disse Rosane Karl.


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