A Prefeitura de Maricá apoiou, na noite de sexta-feira (4/9), a exibição do 100º episódio do MDD.DOC no Cine Henfil, no Centro. A sessão especial reuniu personagens dos documentários, familiares, fãs do projeto e moradores.
O projeto audiovisual registra histórias de personagens ligados ao cotidiano e à memória afetiva da cidade. O episódio comemorativo marcou a chegada ao centésimo documentário com uma produção mais extensa, reunindo relatos de maricaenses e de pessoas que escolheram Maricá para viver, trabalhar e construir suas trajetórias.
A iniciativa tem como marca o registro de personagens comuns, trabalhadores, artistas, empreendedores e moradores que ajudam a formar a identidade do município, muitas vezes longe dos holofotes. Para o secretário de Comunicação Social de Maricá, Keffin Gracher, o projeto dá visibilidade a histórias que ajudam a explicar a cidade. “O MDD.DOC traz personagens que constroem Maricá no dia a dia. São trabalhadores e trabalhadoras, maricaenses e pessoas que escolheram a cidade para viver, que fazem de Maricá um lugar tão bom. Em muitas cidades, essas histórias não têm espaço. Aqui, elas ganham tela, memória e reconhecimento”, afirmou.
O presidente da Companhia de Cultura e Turismo de Maricá (MARÉ), Antonio Grassi, afirmou que a exibição dialoga com a política municipal de fortalecimento do audiovisual. “É um prazer ver na tela do Cine Henfil personagens de Maricá. Esse é um elemento muito importante da produção audiovisual: colocar a cidade, suas histórias e suas pessoas no centro da narrativa. A MARÉ tem trabalhado para afirmar Maricá como um polo relevante do audiovisual brasileiro”, afirmou Grassi.
Idealizador do MDD.DOC, João Victor Trindade disse que o projeto surgiu do desejo de registrar histórias reais do cotidiano da cidade. “Eu costumo dizer que a gente só grava. O personagem já vem com a história pronta. Nosso trabalho é organizar essa narrativa e registrar. Chegar ao centésimo episódio é um marco, porque são histórias de pessoas que estão ao nosso redor, que fazem parte do dia a dia e que nunca tiveram tanta visibilidade. Agora, olhando para trás, vejo que ainda há muito mais histórias para contar”, disse João Victor.
Um dos retratados pelo projeto, o mestre cervejeiro Fábio Viegas participou da sessão e relatou a repercussão após o documentário. “Eu nunca tinha parado para pensar na importância da minha própria história até receber o convite. Sempre fui uma pessoa mais reservada, fazendo meu trabalho. Depois do documentário, fiquei impressionado com a repercussão e comecei a entender o quanto é importante esse olhar sobre as pessoas comuns, sobre quem vive e trabalha na cidade”, contou.



