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Campos capacita profissionais da saúde para enfrentar o racismo no atendimento

Campos capacita profissionais da saúde para enfrentar o racismo no atendimento

Profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) de Campos participaram nesta quarta-feira (16), pela manhã e à tarde, de uma formação sobre letramento racial voltada à qualificação do atendimento e ao enfrentamento do racismo nos serviços de saúde. Outra turma, formada por trabalhadores da rede, participa da capacitação nesta quinta-feira (17).

Com o tema Letramento Racial – SUS Sem Racismo, a atividade reúne médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, agentes comunitários de saúde, dentistas e outros profissionais. O objetivo é oferecer instrumentos para reconhecer situações de racismo e desigualdade na rotina das unidades e desenvolver práticas de cuidado alinhadas à universalidade, integralidade e equidade do Sistema Único de Saúde (SUS).

A formação é promovida pela Subsecretaria de Atenção Primária à Saúde e pelo Programa de Assistência aos Assentados, Quilombolas e Comunidades Tradicionais (PAAQ). A parceria inclui a Subsecretaria de Igualdade Racial e Direitos Humanos (SIRDH), vinculada à Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania.

As discussões abrangem a construção histórica das relações raciais no Brasil, as manifestações do racismo e seus efeitos nas políticas públicas. Também são trabalhadas estratégias de enfrentamento ao racismo institucional e a utilização do quesito raça/cor no planejamento e na análise das ações de saúde nos territórios.

A assistente social e idealizadora do curso de letramento racial da SIRDH, Manuelli Ramos, destacou a necessidade de integrar o debate às políticas públicas.

“O SUS já desenvolve há muitos anos a campanha SUS Sem Racismo, mostrando a importância de transversalizar o debate racial nas políticas públicas. Hoje, dialogamos sobre a formação social brasileira, sobre como o racismo foi se sofisticando ao longo do tempo e também sobre ações práticas que podem contribuir para romper com práticas racializadas dentro dos espaços de saúde”, explicou.

A programação inclui ainda legislação de enfrentamento ao racismo, implicações do racismo estrutural e institucional no contexto sociofamiliar e questões de identidade de gênero e direitos individuais, difusos e coletivos.


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