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Barra Mansa chega a 31 transplantes renais em pouco mais de um ano

Barra Mansa chega a 31 transplantes renais em pouco mais de um ano

Barra Mansa chegou a 31 transplantes renais realizados na Santa Casa de Misericórdia desde o início do serviço, em maio de 2025. O procedimento mais recente ocorreu na noite de quinta-feira (03), durante o Setembro Verde, mês de incentivo à doação de órgãos.

Segundo a prefeitura, a unidade alcançou a marca em 16 meses de atividade, com média aproximada de dois procedimentos por mês. O município afirma que o serviço integra a rotina de alta complexidade da Santa Casa e está conectado ao Sistema Nacional de Transplantes (SNT), ligado ao Ministério da Saúde.

O último rim usado em cirurgia veio da cidade do Rio de Janeiro e foi destinado a um homem morador de Paraty. O transporte do órgão exige condições específicas para preservar o tecido até a implantação.

De acordo com a prefeitura, o rim é mantido em uma caixa térmica própria e submetido à isquemia fria estática, método que reduz o metabolismo celular e mantém a viabilidade do tecido fora do organismo por 24 a 36 horas. No Brasil, existem apenas quatro caixas de transporte desse tipo.

A preparação para transformar Barra Mansa em polo renal começou em 2000. A habilitação pelo Ministério da Saúde foi concluída em 2023, antes da estruturação do atendimento especializado e da organização da inclusão de pacientes no sistema nacional de espera.

A primeira cirurgia foi realizada em 4 de maio de 2025 e beneficiou uma paciente de 46 anos, moradora de Angra dos Reis. Desde então, a Santa Casa passou a receber pacientes encaminhados pelos critérios do Sistema Nacional de Transplantes, com órgãos vindos de estados como Mato Grosso do Sul, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraná e do Distrito Federal.

Os transplantes renais na Santa Casa são coordenados pela nefrologista Dra. Carolina Fernandes e envolvem avaliação clínica, exames de compatibilidade, regulação, preparação do receptor, transporte do material biológico e acompanhamento após o procedimento.


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