Estudantes da Escola Municipal Carlos Chagas, na Estrada Brejo Grande, em Travessão, Campos dos Goytacazes, participaram na última semana de uma ação da terceira edição do projeto “Para Não Ficar em Branco”. O encontro levou à escola convidados que compartilharam experiências e propuseram reflexões sobre identidade, pertencimento, representatividade e perspectivas de futuro.
A iniciativa reúne o Programa de Assistência aos Assentados, Quilombolas e Comunidades Tradicionais (PAAQ), da Secretaria Municipal de Saúde, e a Agenda Antirracista, projeto de extensão do curso de Serviço Social da Universidade Federal Fluminense (UFF) Campos.
Desenvolvido pela assistente social e técnica apoiadora da Agenda Antirracista Mariana Matos, o projeto ocorre em quatro encontros. As atividades abordam coletivamente com os estudantes a subjetividade da população negra, autoestima, sonhos, racismo, identidade e representatividade. Nesta edição, os alunos conheceram referências negras convidadas a participar das atividades.
Uma das participantes foi a advogada Érica Barreto, que apresentou aspectos de sua trajetória e conversou sobre identidade, futuro e o incentivo aos sonhos desde a infância. Para ela, voltar a uma escola pública permite devolver à comunidade parte do que recebeu em sua formação.
O rapper Arq, estudante de Geografia da UFF, também compartilhou experiências de sua trajetória, da cultura do rap e da atuação em territórios periféricos. Segundo ele, a proposta é aproximar os alunos de diferentes referências e apresentar possibilidades de futuro a quem está em formação.
O PAAQ desenvolve ações de saúde em comunidades tradicionais e outros territórios do município. A coordenadora do programa, Esthefany Francisco, destacou que a discussão sobre saúde nesses espaços precisa considerar as experiências sociais, territoriais e raciais da população.



