Feliciano Flávio, de 53 anos, deixou a Casa Abrigo Mumbuca, em Maricá, nesta semana, depois de cinco meses de acolhimento. Nesse período, ele conseguiu um emprego e alugou uma casa. O desligamento da unidade foi acompanhado pela prefeitura, e o atendimento pela rede municipal de proteção social terá continuidade, conforme suas necessidades.
Ao chegar ao abrigo, Feliciano enfrentava dificuldades relacionadas à perda de um familiar, ao desemprego e à falta de moradia. Durante a permanência na unidade, além de obter trabalho e uma casa alugada, retomou projetos ligados à saúde, à convivência familiar e à participação em atividades da comunidade.
A Secretaria de Assistência Social e Cidadania é responsável pelo atendimento, que inclui acolhimento e acompanhamento de pessoas em situação de vulnerabilidade social. No caso de Feliciano, o período na Casa Abrigo Mumbuca foi seguido pela saída da unidade após a conquista de trabalho e moradia.
A psicóloga da Casa Abrigo Mumbuca, Natália Espíndola, destacou o acompanhamento realizado pela equipe durante esse processo.
“Quando uma pessoa chega à unidade, muitas vezes está vivendo um momento em que não consegue mais enxergar possibilidades. O trabalho da equipe é caminhar junto, respeitando o tempo e a história de cada um. Ver o Feliciano retomar seus projetos, conquistar o trabalho e a moradia e se reaproximar da família mostra a importância desse acompanhamento para a reconstrução da autonomia”, destacou a psicóloga.
Com o novo trabalho e a moradia, Feliciano inicia uma etapa fora do abrigo. A saída da unidade não encerra o acompanhamento: a rede municipal de proteção social continuará a atendê-lo de acordo com suas necessidades.



