A Prefeitura de Nova Iguaçu acionou o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro para pedir, em caráter emergencial, que seja desfeita uma intervenção feita pelo município de Belford Roxo em um rio que passa pelo Canal Andrade de Araújo, no bairro Engenho Pequeno. A solicitação ocorreu depois de vistoria técnica apontar que a obra reduziu a capacidade de vazão do curso d’água e poderia aumentar o risco de alagamentos em áreas de Nova Iguaçu.
A intervenção foi realizada em 2020 sem autorização do Instituto Estadual do Ambiente. Segundo o MPRJ, a obra estreitou a passagem do rio, gerando um estrangulamento no curso d’água e dificultando o escoamento. O problema foi identificado no ano passado, durante vistoria de equipes das secretarias municipais de Infraestrutura e de Serviços Públicos, com acompanhamento da Promotoria.
A avaliação técnica indicou que a intervenção poderia fazer a água retornar em direção a Nova Iguaçu, elevando o risco de transbordamento do canal, sobretudo em períodos de chuvas intensas. Diante do caso, o MPRJ ajuizou ação civil pública e obteve decisão da 7ª Vara Cível da Comarca de Nova Iguaçu determinando medidas emergenciais para desfazer a obra e restabelecer as condições adequadas de escoamento.
Enquanto a situação do Canal Andrade de Araújo tramita na Justiça, o município mantém ações de prevenção a alagamentos em diferentes regiões, embora a intervenção seja de responsabilidade do Inea. As equipes realizam limpeza e manutenção de rios e canais, retirando resíduos, vegetação e outros materiais que possam comprometer a vazão, além de monitorar pontos mais suscetíveis a alagamentos.



