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Nilópolis recebe debate sobre racismo no Sistema Único de Saúde

Nilópolis recebe debate sobre racismo no Sistema Único de Saúde

Profissionais de saúde de municípios da Baixada se reuniram em Nilópolis para discutir o racismo no Sistema Único de Saúde. A palestra foi apresentada pelo filósofo Carlos Henrique Ònã Veloso, coordenador da Assessoria Pedagógica e de Extensão da Escola Técnica de Saúde Enfermeira Isabel dos Santos, da Secretaria de Estado de Saúde, no auditório Prefeito Farid Abrão, no Hospital Municipal Juscelino Kubitschek.

O encontro ocorreu na sexta-feira, 14 de agosto, e reuniu principalmente enfermeiros e psicólogos de São João de Meriti, Itaguaí, Belford Roxo, Queimados e Rio de Janeiro, além de representantes da Secretaria de Estado de Saúde e de Nilópolis. O resultado dos debates será apresentado em um encontro promovido pela SES em 11 de novembro.

A coordenadora do Núcleo de Educação Permanente da Secretaria Municipal de Saúde, Marialda Oliveira, e Fabiano Moreira, Adriana Maciel e José Augusto da Silva receberam os visitantes. “Este é nosso segundo encontro no Rio desde março. Nossa ideia é cobrir todo o Estado, e ainda nos falta visitar as regiões Norte, Noroeste e Serrana. Todos os temas levantados aqui fazem parte da vida e do dia a dia de todas as pessoas negras”, afirmou Carlos Henrique Ònã Veloso.

Dayane Brito, coordenadora do Grupo Técnico de Equidade em Saúde da Atenção Primária de Belford Roxo, disse que a dificuldade é sensibilizar quem está na ponta do atendimento. “Precisamos entender que deve haver equidade, ou seja, temos que atender cada pessoa da forma como ela precisa ser tratada”, salientou.

A coordenadora também afirmou que a ética não é subjetiva. “Questões relacionadas à religiosidade ou a visões de mundo diferentes das nossas não devem alterar a maneira como acolhemos o outro”, ressaltou ela.

Durante o debate, foram citadas a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, criada em maio de 2009, e a necessidade de combater o racismo institucional no SUS. Bruno Diniz, da Coordenadoria de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora de Queimados, falou sobre empatia. “É só você se perguntar se gostaria de ser atendido por você mesmo. Estamos trabalhando agora com professores e alunos, criando as Cipinhas nas escolas e também falando sobre as questões LGBTQIAPN+. Buscamos quebrar o preconceito junto aos professores”, explicou Diniz.


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