Maricá realizou nesta sexta-feira (28/8) o Fórum de Atenção Psicossocial no Banco Mumbuca, no Centro. Com o tema “Me chame pelo meu nome: o protagonismo dos usuários em saúde mental”, o encontro reuniu profissionais da área, usuários dos Centros de Atenção Psicossocial e convidados para escuta, troca de experiências e reflexão sobre a participação dos usuários na construção do cuidado em saúde mental.
A iniciativa foi realizada pela Secretaria de Saúde, em parceria com a Secretaria de Assistência Social e Cidadania. A programação teve apresentação musical do coral formado por assistidos da rede, apresentação teatral e uma feira solidária com produtos confeccionados pelos próprios usuários.
O secretário de Saúde, Dr. Marcelo Velho, afirmou que o fortalecimento da atenção psicossocial passa pela valorização das pessoas e pela construção conjunta do cuidado. “Fortalecer a atenção psicossocial é fortalecer o cuidado com as pessoas. Este Fórum representa um espaço de escuta, diálogo e construção coletiva, onde profissionais, gestores e a sociedade se unem para pensar caminhos que promovem um atendimento cada vez mais humano, acolhedor e integrado”, afirmou.
A coordenadora do Caps III, Lorena Oliveira, destacou a importância de espaços em que os usuários possam ocupar o protagonismo. “O tema do nosso fórum foi o protagonismo dos usuários, e a feira solidária é um exemplo desse lugar de protagonismo. Também contamos com as apresentações dos usuários, mostrando a potência e a capacidade de cada um”, acrescentou.
A programação também incluiu uma mesa de debates sobre diferentes aspectos do cuidado em saúde mental e sobre a importância de reconhecer os usuários para além de diagnósticos e rótulos. Entre as participantes, Anna Gabriela, assistida da rede psicossocial, apresentou um livro inspirado em experiências pessoais relacionadas ao autismo.
“Eu sempre gostei muito de escrever e, este ano, consegui realizar o sonho de publicar meu primeiro livro. Apresentar o livro no Fórum, que faz parte da rede onde sou acompanhada, é um momento importante para falar de como vivi com o autismo na infância, especialmente sobre as dificuldades com as atividades do dia a dia e com a rotina”, concluiu.



