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Festa do Caps Vila Esperança reúne usuários e famílias em Volta Redonda

A Secretaria Municipal de Saúde de Volta Redonda promoveu, nessa terça-feira (18), a Festa Agostina do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) Vila Esperança. A atividade reuniu usuários, familiares e profissionais da Rede de Saúde Mental em uma tarde com comidas típicas, música, danças e brincadeiras.

A programação teve música ao vivo com Suh Moreno e ações de convivência voltadas à integração dos participantes. Segundo a prefeitura, a proposta foi estimular a socialização, a autonomia, a participação e o fortalecimento de vínculos entre usuários, familiares e profissionais dos serviços de saúde mental.

O coordenador técnico do Caps Vila Esperança, Beltessazar Silva, afirmou que eventos desse tipo têm significado importante para os usuários por criarem oportunidades de convivência e participação social. “Um evento como esse pode parecer um evento comum. Porém, para um usuário de saúde mental que não está acostumado a ser bem visto por parte da sociedade, o que nós conseguimos entender é que hoje estamos novamente quebrando um paradigma. Estamos fazendo com que o usuário saia do Caps, indo ao encontro do que ele tem direito, que é viver em sociedade, participar dos eventos culturais e das festividades que acontecem na cidade”, explicou.

Ele também destacou que o sentimento de exclusão pode afastar usuários de atividades em espaços públicos. “Às vezes, o usuário de saúde mental não vai, porque se sente excluído. Então promovemos esses eventos com a intenção de mostrar para o usuário que ele é, sim, participante da sociedade, que ele é um cidadão como qualquer outro e que tem que estar inserido na sociedade”, afirmou.

Usuário do Caps Vila Esperança há três anos, Ildison Varanda, de 59 anos, disse que as atividades do serviço contribuíram para mudanças em sua vida. “Eu estou há três anos no Caps, cheguei muito bravo, muito nervoso, e hoje estou muito melhor, mais calmo, mais tranquilo. Eu participo de todos esses eventos, acho maravilhoso. Esse ano está mais top ainda. Sair da nossa zona de conforto é muito bom”, contou.

A usuária Cleonice Gonçalves de Souza, de 44 anos, também ressaltou o acolhimento durante o tratamento e afirmou que o apoio dos profissionais e o convívio com outros usuários são importantes para quem participa do serviço.


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