A Escola Municipal Maria Joaquina, em Praça da Fé, em São Francisco de Itabapoana, desenvolveu uma atividade sensorial para um aluno com deficiência visual. O material foi preparado para ampliar a participação do estudante nas atividades escolares por meio do toque e de diferentes sensações.
O recurso foi confeccionado pela profissional de apoio Clidia de Souza Correia Leal, que acompanha o aluno. A atividade reúne superfícies, texturas, formas e elementos táteis, permitindo a exploração do ambiente por meio do tato.
Segundo a prefeitura, a proposta favorece a estimulação sensorial, a percepção tátil, a discriminação de diferentes texturas, a coordenação motora, a orientação espacial e a ampliação das possibilidades de participação nas atividades escolares.
Para estudantes com deficiência visual, experiências concretas e multissensoriais são recursos de acesso à aprendizagem. Materiais que podem ser explorados pelo tato ampliam as formas de apresentação dos conteúdos e criam oportunidades para o estudante desenvolver habilidades, fazer descobertas e participar das experiências pedagógicas com mais autonomia.
A coordenadora geral multidisciplinar, Gisele Fernandes, informou que o recurso foi feito a partir das necessidades específicas do estudante, mas pode ser utilizado com outros públicos e em diferentes propostas pedagógicas. Atividades sensoriais como essa também podem ser trabalhadas com estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), respeitando o perfil sensorial e as particularidades de cada aluno.
O material também pode ser incorporado às práticas da Educação Infantil, etapa em que a exploração de texturas, formas, cores, movimentos e diferentes sensações é usada para favorecer o desenvolvimento, a curiosidade e a aprendizagem por meio da experimentação.
“É um trabalho que nos enche de orgulho. Quando vemos um profissional estudando, buscando novas possibilidades e produzindo um recurso pensando especificamente nas necessidades daquele aluno, percebemos que existe um movimento muito bonito acontecendo em nossa rede. Acredito que isso é resultado das formações continuadas, da busca dos nossos profissionais por capacitação, mas também de muita dedicação, sensibilidade e amor envolvidos no trabalho”, ressaltou a coordenadora.



