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CAPSi retoma assembleias mensais com usuários e familiares em Campos

CAPSi retoma assembleias mensais com usuários e familiares em Campos

O Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSi), da Secretaria Municipal de Saúde de Campos dos Goytacazes, retomou as assembleias gerais para reunir usuários, familiares e profissionais das equipes técnica e de apoio. Os encontros são mensais e discutem questões ligadas ao cotidiano da unidade e ao cuidado oferecido a crianças e adolescentes.

Até o momento, duas assembleias já foram realizadas, e a quarta está programada para o dia 17 de setembro. Segundo a prefeitura, a assembleia funciona como um espaço de participação dentro dos Centros de Atenção Psicossocial, no qual os integrantes do serviço podem apresentar demandas, sugestões e avaliações sobre o trabalho desenvolvido.

Para a supervisora clínico-institucional Jhayana Couto, a retomada dos encontros tem fortalecido a participação de usuários e familiares. “Esse é um dispositivo presente nos CAPS em que usuários, profissionais, equipe técnica e equipe de apoio participam e constroem acordos sobre o funcionamento cotidiano do serviço. É também uma forma de educação popular em saúde, em que usuários e familiares têm voz, vez e voto, são escutados e também podem trocar experiências com as equipes”, explicou Jhayana.

A supervisora afirmou ainda que os encontros têm mostrado, a partir da fala das famílias, a importância das atividades desenvolvidas no CAPSi. “Nas assembleias, também tivemos falas muito importantes de familiares destacando a função das oficinas terapêuticas e a importância que elas têm para um cuidado mais aprofundado da saúde das crianças e adolescentes em sofrimento psíquico grave”, acrescentou.

O CAPSi oferece acompanhamento especializado a crianças e adolescentes com sofrimento psíquico grave ou necessidades relacionadas ao uso de álcool e outras drogas. O serviço funciona de portas abertas e usa diferentes estratégias terapêuticas, conforme as necessidades de cada usuário.

Entre as atividades oferecidas estão oficinas terapêuticas, como a de atividade física, conduzida pelo educador físico Luis César Ribeiro. “Considero a oficina de atividade física muito importante porque hoje a criança está muito envolvida com telas, televisão e celular. A brincadeira e o brincar estão ficando de lado. Então, buscamos retomar com eles a prática do esporte e das brincadeiras, mostrando que a criança estuda, brinca e que existe um mundo fora das telas”, afirmou Luis César.

A psicóloga e coordenadora do CAPSi, Marcela Leal, explicou que a unidade possui leitos para acolhimento em situações específicas, mas não realiza internações. Em casos de crise, a orientação é procurar uma Unidade Pré-Hospitalar ou Posto de Urgência do município para o primeiro atendimento.


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